Não me lembro ao certo como cheguei lá. Lembro-me que foi em junho de 2023 (se calhar pedi ajuda ao last.fm para descobrir isto…), mas não me recordo se encontrei por acaso ou se alguém me mandou. O que sei, com toda a certeza, é que quando ouvi “crying no entronkamento” de cozyfeka pela primeira vez, achei que estava a ficar louco. Da capa do single à canção, todo aquele devaneio pós-irónico de hyperpop melódico influenciado por vocaloids sobre – adivinharam! – o Entroncamento ser um lugar depressivo, despertou-me a atenção. O que raio tinha acabado de descobrir?

Não conseguia ter uma resposta a essa pergunta nessa altura, mas passado um ano vieram ao de cima algumas pistas. No final de 2024, ano em que cozyfeka lançou o EP entronkakore, apercebi-me que existia uma playlist no Spotify onde estavam linkadas várias canções do cozyfeka e de outro artista: vanish shawty. A playlist chamava-se “cruzcore exclusive” e percebi que o cozyfeka fazia parte de uma espécie de crew digital chamada cruzcore. Problema: não havia informação nenhuma online sobre quem era o cozyfeka, o vanish shawty, ou sobre a cruzcore. Nova parede encontrada.

Ao longo destes últimos dois anos, fui acompanhando alguns dos lançamentos destes nomes. Percebi, entretanto, que faziam parte da cruzcore outros elementos, nomeadamente, fr444n* e loran. Com isso, deu para entender que cruzcore não era uma cena restringida ao território nacional. Tinha ligações ao Brasil. Isto também se evidenciava em algumas expressões que, em particular, o vanish shawty usava nas canções dos seus primeiros projetos, nomeadamente no seu primeiro álbum ##looking4us.

Quando ##looking4us foi lançado em meados de 2024, já o rapper tinha vários singles e alguns EPs lançados desde 2023. Mesmo não sabendo nada sobre quem eram estes artistas ou o que impulsionava cruzcore, existiam algumas certezas: eram prolíficos, altamente influenciados pela cultura online dos memes, possivelmente edgelords, nerds (as referências a vários animes nas capas e letras apontavam nessa direção) e admiradores de cultura pop portuguesa, e a sua música soava mais digital que real. Hyperpop frenético, trap esquizofrénico, música frita. Porém, a pergunta que se eleva acima das restantes é: a música era boa? Diferente, sem dúvida. Excitante, de alguma forma. Mas boa? Não sabia ainda responder a essa pergunta na altura. Precisava de saber mais.

Capa RABBIT HOLE

Se estão a achar esta introdução longa, lidem. É necessária para entender que já existia em mim um fascínio por querer saber mais sobre esta cena. Portanto, imaginem a minha surpresa quando, há algumas semanas, me apercebi que o vanish shawty era agora distribuído pela Virgin Music Portugal (pertence à multinacional Universal). Era a minha oportunidade para fazer as perguntas que estava a precisar de fazer há dois anos. Fiz as chamadas necessárias e, finalmente, dei por mim numa call com ele. E o que eu esperava desta chamada, na realidade, não se materializou. Se estava à espera de alguém “frito”, encontrei um jovem não só eloquente (que não mostra a cara – importante referir isto), como em pleno domínio da perícia necessária para explicar o que raio se passa aqui. Há toda uma intenção presente na ideia de cruzcore, toda ela bem explícita numa das faixas de RABBIT HOLE, o mais recente álbum de vanish shawty, editado em janeiro. Em “WOMP WOMP”, revela: “Querem saber quem é o Vanish e como é que eu faço, gang / Vou destruir para construir um mundo novo”.

O início

Olhemos, então, mais uma vez, para cozyfeka e para vanish shawty como uma entidade. A sua relação de amizade já é longa. Não são do mesmo sítio, mas conheceram-se online, há cerca de dez anos, quando jogavam Habbo Hotel. Esta revelação explicou, em parte, a conexão existente em cruzcore entre Portugal e Brasil.

“Nós jogávamos Habbo Hotel com brasileiros”, conta vanish shawty, “e o Cozyfeka era amigo de um rapaz que era o Lucas”, que mais tarde assumiu o nome de luqeta quando começou a fazer música. “O luqeta foi crescendo e eu e o Feka éramos quase como os diretores criativos dele”, recorda o rapper. A estética delineada para a persona de luqeta revelou-se uma influência naquilo que iam ser as referências de cruzcore, cuja atividade foi iniciada em 2023. Porém, as experiências musicais de cozyfeka e vanish shawty são ligeiramente anteriores a isso. O primeiro desde cedo já sabia dar uns toques no FL Studio, enquanto o segundo começou a experimentar a fazer sons em 2021.

“Em 2021, fiz uma música a gozar”, recorda vanish shawty. Dois anos mais tarde, em 2023, lembrou-se dessa canção e refletiu que, em Portugal, nada soava àquilo que tinha feito. As suas principais referências, como VirginGod, Yung Buda ou Shiny Nickel (sim, os nomes desta malta são todos insanos), apesar de serem escutados por um nicho cada vez maior de adolescentes ao seu redor, revelavam-se por explorar. Escapava-se à regra o senhor Chico da Tina, que no seu álbum E Agora Como É Que É (2021), colaborou com VirginGod e explorou sonoridades como o plugg ou o pluggnB. O autor de Trapalhada (2019) é uma referência que paira sobre a música de cruzcore, mas não é a única. Além do ex-Minho Trapstar (2019), escuta-se na música dos membros de cruzcore ecos do rage de Playboi Carti, Travis Scott e de LON3R JOHNY, do trap engraçado de SippinPurpp (a Think Music é toda ela uma grande referência para vanish shawty), da emoção de Lil Peep, da esquizofrenia de Bladee e Ecco2k, e do digicore de underscores ou brakence. Por outras palavras, isto é música feita por nerds criativos para nerds. Canções feitas por pessoas que, tal como O Triunfo dos Acéfalos referiram na entrevista publicada aqui na Playback, têm a “Internet” como a sua nacionalidade principal. O próprio cozyfeka admite isso em 2009: “Sou virtual, preso na internet”.

Isto torna-se mais claro quando vanish shawty explica que a cruzcore surgiu a partir da fragmentação de um servidor de Discord onde “estava toda a malta do underground”. “Só que começou a haver nichos, grupos, egos, e fomo-nos afastando até sobrar apenas eu, o Feka, o fr444n*, e mais um ou outro”, recorda vanish shawty. Malta a passar da adolescência para jovens adultos (vanish diz que todos têm estão na primeira metade dos vintes), a querer representar a sua realidade e os seus gostos na sua música. Depois, foi hora de começar a publicar as canções no Soundcloud, plataforma sempre conectada à experimentação de novas sonoridades no hip-hop.

Assim se formou a base da cruzcore, cujo nome surge da relação dos seus membros com o Brasil. Daí a escolha da Cruz da Ordem de Cristo como referência estética da crew/coletivo e do nome cruzcore. Claro que, face ao momento social e político que nos envolve, com o crescimento da extrema-direita e a existência no mainstream de movimentos fascistas embebidos em estéticas pós-irónicas, é impossível não falar de cruzcore sem existir um questionamento sobre esta estética. Piada de semi-mau gosto ou uma apropriação estética ao estilo dos Heróis do Mar? A resposta encontra-se algures no meio.

“Surgiu de uma piada interna porque, como ninguém ouvia música portuguesa no Brasil, nós estávamos a conseguir furar esse terreno. Portanto, surgiu a piada de que estávamos a desbravar o Brasil outra vez, mas no sentido positivo”, esclarece o rapper quando questionado sobre o uso da Cruz da Ordem de Cristo. “Achávamos que fazia sentido e que ia ser bom marketing. A malta vê isto no Spotify e associa à cruzcore, estás a ver? Funcionou”, indica.

Para vanish shawty, tudo isto faz parte da missão de cruzcore em testar “limites”. “Não é no sentido de ser diretamente provocatório, mas é a nossa cena. Se curtes, perfeito. Se não for para ti, tudo bem”, enuncia. “Respeitamos tudo e todos porque, meu, olha para nós. Olha para as cenas que nós gostamos. Como é que poderíamos estar a julgar alguém?”, questiona o rapper.

O crescimento em popularidade

Independentemente do que esta malta curte, a música de vanish shawty e dos outros membros de cruzcore foi crescendo em popularidade com o tempo. Estes notaram que algo estava a acontecer. Aquilo que tinha começado quase como uma piada começava a ganhar contornos reais. Se o mundo de cruzcore começou no digital, este começava a imiscuir-se na realidade de bastante gente que encontrava na sua música um reflexo do mundo que os rodeava. Um mundo esquizofrénico, onde o capitalismo tardio suga tudo. A música de cruzcore representa esse caos que nos rodeia. É música que, de alguma forma, representa as condições materiais de muitos jovens. vanish shawty percebeu isso.

“Quando o #looking4us começou a crescer em popularidade, disse logo: temos de dar lock-in para conseguir fazer acontecer cenas ou vamos morrer na praia”, conta o rapper. Ao estar ciente da efemeridade da Internet, vanish shawty entendeu que era necessário manter um alto nível de output. Daí entre 2024 e 2025 ter lançado cinco álbuns, múltiplos EPs e uma catrefada de singles. Prolífico é um adjetivo adequado para ele. “Se as pessoas que nos começaram a ouvir só tivessem um disco para ouvir, iam cansar-se da nossa cena”, opina o rapper.

Fotografia: VVNSS

Se seria verdade ou não, não sabemos. Mas toda esta vontade de colocar coisas cá fora permitiu que vanish shawty fosse evoluindo com o tempo. O vanish que escutamos em RABBIT HOLE não é o mesmo de ##looking4us. Já amadureceu e refletiu sobre aquilo que cantou no passado e não cantaria agora. É complicado escutar algumas das malhas de vanish shawty e não questionarmos se existe aqui alguma misoginia bem pautada. Se colocássemos um contador para a quantidade de vezes que escutamos a palavra “vadia” ou “puta”,vanish shawty iria rapidamente  tornar-se num candidato a aparecer nos topos do mítico artigo sobre a misoginia no rap português do Interruptor.

Quando questiono o rapper sobre este assunto, existe a consciência do peso das suas palavras. “Entendo totalmente isso e tenho tentado evitar utilizar essas expressões por esse motivo”, explica vanish shawty. “Se fosse hoje, não lançava uma canção como a ‘odeio v4dias’, por exemplo”. No entanto, este esclarece que, muitas vezes, quando faz referência a vadias nas suas canções, não estava particularmente a falar de mulheres, mas de “homens que se comportam como vadias, que são uma cena na cara e por trás são outra”.

O esclarecimento é breve e direto, de quem já pensou bastante no assunto, mas não dá para negar que em RABBIT HOLE existe um conflito interno presente entre as faixas mais emocionais do disco, como “FINN” ou “TENHO SONHADO COM A MORTE”, e as mais pesadas e agressivas, como a interessante e estranha “FREE PALESTINE”. A intenção da canção é até, podemos dizer, bastante altruísta, com um beat pesadíssimo a acompanhar, mas o refrão deixa-nos com mais questões que respostas: “Estava a meter nessa puta / E a gritar ‘Free Palestine’ / Invadi a casa do pussy inspirado em Columbine”. De facto, se tentarmos interpretar a frase tendo em conta aquilo que vanish shawty relata, parece que está a falar mais de um bro otário (e, possivelmente, sionista) do que duma mulher. Contudo, onde está a linha entre a ironia e a realidade?

Se considerarmos a forma como opera cruzcore, no anonimato, existe uma vertente bastante performativa presente. Há máscaras envolvidas (a referência a Donnie Darko na capa de RABBIT HOLE consolida ainda mais esta ideia) e há uma espécie de silêncio que vai caindo a pouco e pouco sobre quem são estas pessoas. Claro que, sabendo pouco sobre elas, podemos atribuir-lhes qualidades e defeitos conforme aquilo que escutamos na música. Algumas das suas características são possíveis de deduzir, mas outras pertencem ao éter da perceção. vanish shawty e os seus amigues estão cientes disso.

“Quando começamos, sabíamos que não podíamos ser 100% nós mesmos. Estamos a levantar o véu a isso com calma e expondo-nos conforme o que acontece”, indica. De certa forma, isso também explica o porquê da música dos elementos ter ficado menos meme e mais sincera com o tempo. Para vanish shawty, fazer música é uma forma de mostrar quem é – mesmo que, para isso, tenha de colocar uma máscara para subir ao palco. Apesar disso, existe uma conexão clara entre artista e público. Talvez seja a ironia presente que ajuda nisso, a camuflar os verdadeiros sentimentos de dor que pauta a nossa existência no século XXI.

Quando se estreou em cima de um palco em agosto de 2025, sentiu logo uma gratificação ao encontrar malta já a cantar as suas canções “bar for bar”. “Fez-me sentir que não estava sozinho após estes anos todos, e que há pessoas como eu que estão só escondidas por aí a usar uma máscara como eu faço”, reflete. “Isso fez-me sentir melhor comigo mesmo”, conclui. Num concerto recente no Maus Hábitos, no Porto, mais uma casa cheia, mais uma confirmação de que vanish shawty e a cruzcore estão a ganhar tração. Já não são um segredo do underground, com certeza. RABBIT HOLE confirma isso.

Além do acordo da distribuição com a Virgin Music Portugal, as colaborações com nomes como Tsubasv ou CRIPTA revelam que nada disto é “a gozar”. Claro que a ligação de cruzcore à cultura de memes e da Internet não desapareceu. Um vislumbre do TikTok de vanish shawty confirma logo isso, e barras como as que se escutam em “MONSTER HIGH” (“Ela pintou o cabelo de vermelho tipo a Draculaura / Ela é fashion, Monster High, ela diz que eu sou kawaii / Estava a projetar em mim, tava a dizer que eu sou senpai”) revelam que vanish shawty tem ainda muitas mais para inserir no seu repertório. Porém, existe em RABBIT HOLE uma vontade clara de conferir contornos mais sérios ao projeto de vanish shawty e, por consequência, a toda à cena de cruzcore. Até onde poderão ir?

O futuro

Os próximos meses para vanish shawty vão ser interessantes. Esta sexta-feira (3) sai um single que o posiciona lado a lado com uma figura que, apesar de não pertencer a cruzcore, habita um universo sonoro que toca em muitos dos pontos que influenciam vanish shawty e amigues.

Falamos do rapper açoriano Espama Trincana, que também aparece em público mascarado e é autor de um dos discos mais estranhos e interessantes que abalou o underground português em 2025: O Pior Álbum de Sempre, O Álbum. É um disco que revela a colisão de sons e estéticas que ocorrem num universo pós-Playboi Carti, pós-Chico da Tina, pós-Conan Osiris, pós-Kenny Berg e pós-pedronumb (muitos pós, ’tou ciente). É o desaguar no mainstream da colisão de vários caminhos musicais que foram crescendo na marginalidade ao longo da última década.

Se a cruzcore carrega em si algumas influências miméticas regionais, Espama Trincana é a expansão insular de algumas reflexões pós-irónicas dos seus elementos. Canções explosivas, perfeitas para a estética caótica e fragmentada do TikTok, que refletem o estado de uma geração que cresceu com a Internet como seu principal meio de comunicação e expressão. Pares que cantam para “conseguir desabafar” e que agora se encontram na explosiva “FASHION WEEK”. É essa canção que abre um novo capítulo para vanish shawty, um cuja história terá duas novas páginas escritas em breve. Uma ocorre com o lançamento da versão deluxe de RABBIT HOLE, que sairá no dia 10 de abril; outra com o lançamento de um novo projeto a sair no verão. Até lá, as portas abertas por vanish shawty podem ou não ser escancaradas por outros.

Há paralelos entre aquilo que está a ocorrer e aquilo que aconteceu há dez anos com a Think Music. Fritaria disruptiva, uma nova abordagem ao hip-hop a insurgir-se a partir do Soundcloud que entrava em conflito com o purismo do género. vanish shawty tem noção das possíveis comparações, mas sabe que as condições que permitiram a ascensão da Think Music não são as mesmas com que estão a lidar. Como referiu Marco Brandão num recente artigo publicado na Shifter sobre o coletivo de onde brotaram nomes como ProfJam, João Maia Ferreira, xtinto, Osémio Boémio, Oseias, ou LON3R JOHNY, é mais difícil hoje escutar e nomear as “novas waves” que vão surgindo. cruzcore é uma dessas waves, ensemblu outra. Coletivos formados por jovens que cresceram no digital e que depois transbordaram para o espaço do mundo real. Um, claro, esquizofrénico, a representação musical de um mundo hiperconectado em degradação. Hip-hop hiper-real; o outro, uma abstração espiritual do poder do hip-hop e do rap. Ambos, porém, apontam para o mesmo: fazer as cenas à sua maneira e abrir portas para outros.

No caso de ensemblu, os holofotes ainda não chegaram. Irão chegar. No caso da cruzcore, a crescente popularidade de vanish shawty mostra que há apetite por este tipo de música. Será isto o que os jovens estão a ouvir? Talvez. Se buscam coisas novas e explosivas, a música de vanish shawty representa isso mesmo. É, de certa forma, punk. Provocatório, claro.

Agora, existe a pretensão de ir além, de fazer crescer o movimento – sem que perca a sua essência. Tarefa difícil, especialmente à medida que as exigências da indústria tentam suplantar o modus operandi de vanish shawty até aqui. Continua a produzir imenso, mas sabe que não pode ser só produzir e colocar logo cá fora. Demora mais. “Tenho de esperar pelo produtor, por quem faz a mistura, etc. Sei que o ritmo vai diminuir, mas continuo a gravar dois ou três sons por dia”, conta o rapper. “Sempre fiz tudo sozinho e ainda me faz confusão ter pessoas a ajudar-me, mas não quero ninguém que me diga por onde ir. Se isso mudar, estamos a ser exatamente como aqueles que criticamos”, enuncia.

Para vanish shawty, desde que a Think Music terminou, não existe nada comparável a tentar soar “fresco” em Portugal. Considera que a cruzcore, de certa forma, pode causar esse abano necessário. Em certa parte, tem razão. Nada soa como estas canções neste país. Aquilo que pretendem destruir, as milhares de canções de amor sui-generis que por aí andam a ser cantadas em tempos de guerra, querem substituir por malhas que abram olhos, que quebrem fronteiras. “Queremos abrir um portal para que os extraterrestres entrem na indústria”, declara. Se o irão conseguir, veremos.

E agora, a resposta à pergunta que mais necessitava de conseguir encontrar. Isto é música boa? Fica ao critério de cada um decidir. Da minha parte, digo: as canções de RABBIT HOLE, pelo menos, ficam no ouvido. Dão vontade de ouvir mais. Isso não dá para negar.

Fotografia de destaque: VVNSS

Cucujanense de gema, lisboeta por necessidade. Concluiu um curso de engenharia, mas lá se lembrou que era no jornalismo musical e na comunicação onde estava a sua vocação. Escreveu no Bandcamp Daily, Stereogum, The Guardian, Comunidade Cultura e Arte, Shifter, A Cabine e Público, foi outrora co-criador e autor da rubrica À Escuta, no Espalha-Factos, e atualmente assina textos no Rimas e Batidas e, claro está, na Playback, onde é um dos fundadores e editores.
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