No dia 18 de Julho, a Falperra voltou a ser palco do Extremo, um festival que, em apenas duas edições, conquistou um lugar especial no panorama cultural português. Ao longo de quase 20 horas de programação, o nascer e o pôr do sol marcaram o ritmo de uma programação que cruzou música, arte contemporânea, caminhadas e património, convidando o público a desacelerar e a descobrir este território situado entre Braga e Guimarães.
A segunda edição reuniu alguns dos nomes mais relevantes da música exploratória contemporânea, como Alessandro Cortini, Shane Parish, Valentina Magaletti, entre outros artistas nacionais e internacionais.
Por detrás do evento está a associação cultural Capivara Azul e uma equipa que, desde a primeira edição, tem procurado construir um festival onde o território é tão importante quanto a programação artística. Através da música, do silêncio e da contemplação, o Extremo propõe uma forma diferente de habitar um lugar, privilegiando a proximidade entre artistas e público e reforçando a ligação às comunidades locais.
No dia 27 de julho, cerca de uma semana depois do festival, já mais descansado, o programador e coordenador do Extremo, Samuel Silva, sentou-se com a Playback para falar um pouco sobre o festival.
Como nasceu o Extremo?
A ideia do Extremo já existia há bastante tempo. No grupo da Associação da Capivara Azul, andávamos desde 2018 ou 2019 a pensar em criar um projeto que trabalhasse esta zona geográfica e a relação entre Braga e Guimarães. Em 2022, quando surgiu a candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura, abriu uma open call dirigida a associações, programadores e artistas da região. Decidimos concretizar essa ideia e apresentar uma proposta. Foi aí que o Extremo começou a ganhar forma e que surgiu a possibilidade de acontecer na Falperra.
Primeiro, surgiu o sítio?
Não. Primeiro surgiu o conceito. O que tínhamos em mente era um evento que decorresse do nascer ao pôr do sol, e que tivesse uma forte ligação ao património da região. Antes da Falperra, ponderamos vários locais, como o Sameiro, o Bom Jesus e a Citânia de Briteiros. A Falperra acabou por surgir quase por acaso, mas rapidamente percebemos que fazia todo o sentido. Tem uma orientação solar extraordinária e um pôr do sol que, para nós, é o mais bonito de todos. Além disso, é o menos conhecido dos grandes santuários da região, o que também nos interessava: trabalhar num lugar que as pessoas ainda não conheciam tão bem. Havia ainda uma dimensão prática e afetiva. Porque é um sítio de atravessamento – durante muito tempo as nossas reuniões eram nas Taipas, porque metade da equipa mora em Guimarães e metade mora em Braga. Portanto, acabava por ser um sítio onde a gente se encontrava muitas vezes.
Acho super caricato dizeres que o conceito do festival nasceu para trabalhar essa relação e, sem grande esforço da vossa parte, isso ter ficado super assente. O momento em que foi mais evidente foi quando, tanto na edição deste ano como na do ano passado, as pessoas aplaudiram o pôr do sol. Foi a primeira vez que vi isso acontecer.
Eu já tinha assistido a isso uma vez, em 2016, na Croácia, em Zadar. Há uma frase do Hitchcock que diz que ali se vê o pôr do sol mais bonito do mundo, e as pessoas juntam-se para o ver e aplaudem-no. Estive lá com a Luísa, uma das minhas colegas, e essa experiência ficou-nos na memória. A Luísa costuma citar uma frase dos livros da Anita que diz que devíamos bater palmas ao pôr do sol todos os dias. Essa ideia acabou por influenciar o festival. Costumo dizer que o verdadeiro cabeça de cartaz do Extremo é o pôr do sol. Ao contrário do nascer do sol, em que há um concerto, durante o pôr do sol, aqui não acontece nada, de propósito. Queremos que as pessoas parem, contemplem e respirem. Desde o início que imaginamos o Extremo como um festival lento, que desse tempo para pensar e contemplar, algo que sentimos que falta cada vez mais no quotidiano.

O nome “Extremo” também desperta curiosidade. O que significa para vocês e de que forma traduz a identidade do festival?
O nome nasceu dessa ideia de trabalhar um território de fronteira. “Extremo” remete tanto ao limite geográfico entre Braga e Guimarães quanto a uma ideia de exploração artística. Interessa-nos programar música que habite as fronteiras entre géneros, música extrema, exploratória e difícil de classificar.
Vocês tinham alguma referência para o que estavam a pensar no festival, quer em Portugal, quer lá fora?
Tínhamos algumas referências, tanto em Portugal como no estrangeiro. Uma delas era o Nexus, um festival que acontece numa montanha perto de Milão e que acompanhamos há algum tempo. Interessava-nos sobretudo a forma como relaciona a música com a paisagem. Artistas como Caterina Barbieri, Alessandro Cortini ou Shane Parish passaram por lá, por exemplo. Em Portugal, olhávamos para festivais como o Ponte d’Orvalho e o Lisboa Soa. Este último interessava-nos particularmente pela forma como trabalha a arte sonora. Desde o início que não queríamos pensar apenas na música, mas também no silêncio, na ecologia acústica e nas paisagens sonoras. Inicialmente, até imaginamos criar momentos de contemplação do silêncio ao longo do percurso. No entanto, percebemos que isso não seria executável. Apesar de a Falperra ser um espaço natural, é também um lugar muito frequentado: há motas, romarias, trabalhos agrícolas e outros sons que fazem parte da paisagem. Nunca se consegue alcançar um silêncio absoluto. Esse processo levou-nos a conhecer profundamente o território. Durante meses fizemos o percurso dezenas de vezes, quase todos os fins de semana, procurando caminhos e parando para escutar. Esse exercício fez-nos perceber que o silêncio absoluto não existia, mas também que isso fazia parte da identidade do lugar. No fim, interessava-nos precisamente essa convivência entre música, ambiente e paisagem sonora.
Parte da programação acontece em igrejas e capelas. A escolha destes espaços prende-se apenas com o seu valor patrimonial e acústico ou existe também uma intenção de dialogar com a dimensão espiritual e religiosa destes lugares?
A nossa relação com a paisagem e com o sol tem uma dimensão espiritual, embora não seja religiosa. Na verdade, aqueles templos estão ali pelo mesmo motivo que nós: por estarem no alto. Ao longo da história, os seres humanos procuraram pontos elevados para se relacionarem com aquilo que é transcendente. A Igreja Católica construiu muitas capelas e igrejas nesses lugares, mas essa procura é anterior e mais ampla do que a religião. No nosso caso, a relação com o sol também não é religiosa, mas está ligada à ideia de ritual. O ciclo do dia tem um simbolismo muito forte e interessa-nos explorar essa dimensão. Todos os anos convocamos elementos diferentes da natureza para esse diálogo: este ano foram as pedras, através da proposta do Pedro Augusto; no ano passado foram as árvores, na peça da Cláudia Martinho. Existe sempre esta vontade de pensar a relação do ser humano com os restantes elementos da natureza e de lembrar que fazemos todos parte da mesma realidade.
Que critérios orientam a construção da programação e a escolha dos artistas convidados? O que procuram numa atuação para que faça sentido integrar o Extremo?
O primeiro é o lugar. Pensamos sempre no espaço antes de escolher os artistas. Quando descobrimos a piscina este ano, percebemos imediatamente que fazia sentido programar um percussionista ali. Da mesma forma, o concerto do Shane Parish só fazia sentido dentro da capela, enquanto a atuação da Calcutá seria obrigatória no nascer do sol. O momento do dia e o espaço são determinantes. Não escolhemos apenas artistas: escolhemos artistas para lugares e momentos específicos. Nalguns casos, o próprio espaço condiciona a experiência. O concerto de Alessandro Cortini, por exemplo, precisava de acontecer ao ar livre. A dimensão física do som, as vibrações e a forma como ocupavam aquele espaço não teriam o mesmo impacto num recinto fechado. O segundo critério é acompanhar aquilo que está a acontecer em Portugal. Existem poucos espaços dedicados à música exploratória e experimental, por isso queremos contribuir para dar visibilidade a artistas portugueses que muitas vezes não encontram palco para apresentar o seu trabalho.Também procuramos cruzar diferentes gerações. Gostamos de reunir artistas emergentes e nomes já consolidados. Este ano, por exemplo, tivemos artistas mais recentes ao lado de criadores com um percurso muito longo, como a Adriana Sá, uma das pioneiras da música experimental e eletroacústica em Portugal. O mesmo acontece na programação internacional, onde juntamos artistas consagrados, como Alessandro Cortini, com outros em início de carreira, como Debit. Por fim, gostamos de construir relações duradouras. Muitas vezes voltamos a trabalhar com artistas que já passaram pelos nossos projetos ou pelo próprio festival. Este ano aconteceu com Pedro Augusto e o Molero; no ano passado com a Clothilde e o Alexandre Centeio. Existe uma preocupação muito grande com a hospitalidade. Queremos que quem passa pelo Extremo tenha vontade de voltar, sejam artistas ou público. Por isso investimos nas condições do festival e na forma como recebemos as pessoas. As relações humanas fazem parte da identidade do projeto e são tão importantes como a programação artística.
Para ti quem é o público do Extremo? Sentem que já existe um perfil de participante ou continuam a ser surpreendidos por quem aparece?
Boa pergunta… Ainda não sabemos [risos]. O mais curioso é que existem vários públicos ao longo do dia. Há quem venha logo de manhã pela caminhada e pela experiência de começar o dia muito cedo. É engraçado ver pessoas equipadas para caminhar ao lado de outras que vêm sobretudo pela componente artística. Depois há um público muito curioso, aberto a descobrir coisas novas, que talvez tenha sido a maior surpresa para nós. Existe também um público mais conhecedor da música experimental, que vem especificamente por artistas como Alessandro Cortini ou William Basinski, e que aparece sobretudo ao final da tarde e à noite. No fundo, o festival vive dessa mistura. Há quem permaneça durante todo o dia para viver a experiência completa e há quem venha apenas por determinados momentos ou artistas. Essa mescla acaba por funcionar muito bem.
Como é um conceito tão diferente, pelo menos cá em Portugal, tinhas receio de chegar a um público que não tivesse nada a ver e que desvirtuasse a vossa visão?
Não. Havia curiosidade, mas não propriamente receio. No primeiro ano fazíamos muitas vezes uma brincadeira: quem aparece ao nascer do sol são pessoas que acordaram cedo ou pessoas que ainda não foram dormir? Não sabíamos se aquele momento iria funcionar como início do dia ou como um after. Acabou por acontecer um pouco das duas formas e resultou muito bem. Também não sabíamos qual seria a adesão. Estávamos preparados para receber cerca de cinquenta pessoas logo de manhã. No primeiro ano apareceram cerca de 130 e este ano foram quase 190, o que nos surpreendeu bastante. Sentíamos que existia interesse por propostas diferentes. Hoje há cada vez mais vontade de participar em festivais de menor escala, ligados ao território e com experiências distintas dos grandes festivais comerciais. O Extremo faz parte dessa tendência, mas não é caso único. Outros projetos, como o Malfeito ou o Triciclo, também têm explorado formatos semelhantes. O que nos surpreendeu foi perceber a dimensão desse interesse.

O festival também envolve bastante a comunidade local. Na edição do ano passado senti que foi mais evidente, mas posso estar enganado. Desde o início houve a intenção de criar esta relação e fazer com que o festival também fosse vivido pelos habitantes da freguesia?
Este ano isso foi menos evidente porque uma parte significativa do percurso decorreu na zona do Sameiro, um espaço com menos habitantes e onde é mais difícil estabelecer esse tipo de relação. Além disso, na primeira edição o festival aconteceu mais próximo das festas de Santa Marta e Santa Maria Madalena, o que permitiu integrar vendedores ambulantes e outras dinâmicas locais. Essa convivência pareceu-nos muito interessante e queremos continuar a desenvolvê-la. Para nós, falar de território não é apenas falar da paisagem, das árvores, das pedras ou das capelas. É também falar das pessoas. Aliás, muitos dos percursos que utilizámos foram descobertos precisamente através dos habitantes locais. No ano passado, foi o presidente da Junta de Nogueira que nos indicou um dos trilhos; este ano recebemos sugestões de moradores de Longos e criámos uma parceria com o clube de parkour que utiliza a antiga piscina onde começou o percurso. Há também uma dimensão de serviço público. Queremos envolver comunidades que normalmente não participam neste tipo de iniciativas. Um dos momentos mais bonitos da primeira edição aconteceu logo pela manhã, quando a Maria W. Horn atuou numa capela perante dezenas de pessoas da freguesia, muitas delas com 60 ou 70 anos. Eram pessoas habituadas a entrar naquele espaço apenas para a missa e que, de repente, estavam ali a assistir a um concerto de música experimental. No final diziam que tinha sido lindíssimo. Isso mostra-nos que esta música, apesar de desafiante, pode chegar a públicos muito mais diversos do que muitas vezes imaginamos.
Sendo um festival tão interdisciplinar e espalhado por vários espaços, que tipo de logística está por detrás da organização? Quais têm sido os maiores desafios?
A logística é, provavelmente, o maior desafio do festival. Como acontece fora dos espaços convencionais, praticamente tudo tem de ser construído de raiz. Metade do orçamento acaba por ser investido em logística e produção, porque é preciso montar palcos, transportar equipamentos para locais de difícil acesso e adaptar cada espaço às necessidades de cada atuação. Lembro-me de, quando partilhei com a equipa a ideia de montar um palco no tanque da antiga piscina, se terem rido. Parecia impossível, mas acabou por correr muito bem. Há ainda outra dimensão importante: muitos dos espaços que utilizamos pertencem à Igreja. Isso exige diálogo, diplomacia e um grande cuidado na forma como apresentamos o projeto. É importante explicar que o festival não pretende desrespeitar esses lugares, muito pelo contrário. Queremos valorizá-los e dar-lhes uma nova vida através da arte. Esse trabalho de mediação também faz parte da organização.
Que tipo de apoios, institucionais, privados ou da própria comunidade, têm sido fundamentais para tornar o festival possível? Tem sido fácil reunir esses parceiros?
Nos dois primeiros anos, o apoio da Braga 25 foi determinante. A primeira edição integrou a programação oficial. Esperamos que essa relação possa continuar. Do lado da Câmara Municipal de Guimarães, o apoio tem sido sobretudo logístico e tem um enorme valor. No primeiro ano contámos também com financiamento da Direção-Geral das Artes [DGArtes], que este ano já não foi possível obter. Faz parte da realidade do setor: há candidaturas que resultam e outras que não. Este ano tivemos ainda um reforço associado ao facto de Guimarães ser Capital Verde Europeia, além de vários parceiros privados da região. Há histórias curiosas, como a da empresa Extremos, de Sobreposta, que inicialmente contactámos por causa da coincidência do nome. Algumas das peças da instalação de Adriana Sá eram também deles. Temos ainda o apoio de empresas locais, como uma têxtil que nos cede as mantas utilizadas pelo público, e do hotel parceiro, que no ano passado antecipou mesmo a conclusão das obras para conseguir receber os artistas do festival. Interessa-nos, acima de tudo, construir uma rede de parceiros da região. Queremos trabalhar com empresas, organizações e pessoas que fazem parte deste território.
A primeira edição foi recebida com enorme entusiasmo e superou as expectativas de muita gente. Para vocês, o que define o sucesso de uma edição?
O mais importante é o feedback das pessoas. Ao longo do dia fazemos questão de conversar com o público para perceber como estão a viver a experiência. O que nos deixa mais satisfeitos é perceber que as pessoas compreendem a narrativa do festival, deixam-se contagiar e saem felizes. Nunca pensámos o Extremo como um festival de massas. Não queremos vinte mil pessoas, nem faz sentido que as tenhamos. A própria experiência beneficia de uma escala mais reduzida. O importante é que quem participa viva verdadeiramente o festival. Um dos momentos mais bonitos desta edição aconteceu depois do almoço, quando subi à zona onde estava a ocorrer a jam session coordenada pelo Estudo do Meio e vi dezenas de pessoas simplesmente deitadas nas mantas, a descansar enquanto decorria a instalação da Adriana Sá. Aquela imagem traduzia exatamente aquilo que queremos proporcionar: criar um espaço onde estar, contemplar e simplesmente existir também faz parte da experiência.

Mantiveram os mesmos objetivos para a segunda edição ou sentiram necessidade de redefinir prioridades? O que mudou no planeamento e na forma de organizar o festival?
Aprendemos muito com a primeira edição e isso permitiu-nos afinar o festival. A programação ficou mais sólida e havia uma ideia muito mais clara sobre quais artistas faziam sentido em cada espaço. Tudo fluiu com maior naturalidade. Também reforçámos a programação da tarde, acrescentando novas atividades, como a parceria com o Estudo do Meio, e melhoramos a oferta de restauração para tornar a experiência do público mais confortável. Houve igualmente uma preocupação maior com a forma como o festival ocupava o espaço. Não queremos encher a paisagem de estruturas, porque o lugar já é bonito por si só. Apenas tentamos criar as condições para que o pudessem fazer mais confortavelmente. Procurámos uma implantação mais cuidada, criando zonas de permanência e descanso. As mantas, por exemplo, tornaram-se um elemento essencial para que as pessoas pudessem simplesmente estar ali. Essa ideia é muito importante para mim. Vou muitas vezes à Falperra e, para mim, estar naquele lugar já é, por si só, uma boa experiência. Era isso que também queria partilhar com quem participa no festival.
E, por fim, podemos começar a esperar por uma terceira edição? Há já ideias ou sonhos que gostassem de concretizar nas próximas edições?
Ainda não está absolutamente garantida, mas estamos a trabalhar para que aconteça. Na verdade, 2027 sempre foi o ano para o qual apontamos quando concebemos o projeto para a candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura. A edição de 2025 foi pensada como uma espécie de piloto e acreditamos que o próximo ano poderá representar a maturidade do festival. Há também uma coincidência simbólica que nos entusiasma. O próximo ano é o Ano de Xacobeo na Galiza e o dia de Santiago celebra-se exatamente uma semana depois do Extremo, o mesmo tempo que se demora a percorrer o Caminho de Santiago a partir desta região. Estamos a desenvolver contactos com parceiros galegos para criar um programa que dialogue com esse contexto e com os temas que o festival já explora. Ao mesmo tempo, queremos aprofundar o trabalho com a comunidade. Estamos a preparar um projeto com o Projeto Homem, relacionado com adições e já começámos a pensar noutras iniciativas comunitárias que possam integrar a próxima edição. A partir de setembro começaremos a trabalhar de forma mais intensa na programação. Estamos confiantes de que o festival terá continuidade; falta perceber quais serão os meios disponíveis e, consequentemente, qual será a dimensão que conseguiremos dar à próxima edição. Há, no entanto, uma preocupação permanente: o festival decorre numa zona ambientalmente muito sensível. O risco de incêndio é uma variável que não controlamos e que pode comprometer futuras edições. No ano passado entrámos em estado de alerta logo após o festival; este ano, por acontecer mais cedo, a situação foi mais tranquila. Ainda assim, é uma incerteza que nos acompanha sempre e que obriga a pensar a organização com enorme responsabilidade.
Fotografia de destaque: Lais Pereira
